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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Namaste



Saúde, harmonia e felicidade - Com carinho e cuidado venho falar da minha mais nova realização: o Yoga. Sempre ouvi falar mas nunca tive muita paciência.  Isso porque quando queria mudanças físicas e mentais eu procurava alternativas rápidas, que por sinal, nunca eram duradouras.

Então resolvi tentar o Yoga, sem nenhum compromisso. Na primeira semana já comecei a perceber uma melhora física e o bem-estar. Confesso que a primeira aula não foi fácil, pensei em desistir, mas a sensação do “após” me fez voltar no outro dia. E nos outros dias, e nas outras semanas, e nos outros meses.

Aos poucos fui encorporando as mudanças que eu estava trazendo para minha vida, com muito sentido e encaixe. Aumentei minha vitalidade, melhorei a alimentação e percebi que tomar decisões tinha se tornado natural e mais fácil.  Foi então que comecei a entender essa tal relação entre o corpo e a mente.

O Yoga é um guia, e ensina também o que fazer quando se está fora das aulas. Qualquer que seja sua intenção, quando se fazem mudanças positivas com base na autopercepção, é possível conectar-se com seu eu verdadeiro e entender por que se faz isso.


Mudar ou transformar?

Muitas vezes, as nossas mudanças nao passam de uma mera agitação de mentes inquietas, que no final, não nos transformam em nada. Já a transformação é mais intensa pois implica em deixar muitos valores e comportamentos para trás.

A minha dica é começar aos poucos, incorporando pequenas mudanças e simples atitudes à uma rotina que aumente o seu bem-estar. Não tenha dúvidas que a transformação vai chegar naturalmente.

Mudar é a pergunta, transformar é a resposta. Mudar é lagarto, transformar é camaleão. Mudar é remédio, transformar é cura. Mudar é unilateral, transformar é multidimensional. Mudar é ginástica, transformar é Yoga. Mudar é pra hoje, transformar é pra sempre.


Namastê Yoga
[Para quem não sabe, Nama significa reverência, as significa eu, te significa voce. A tradução do que eu disse seria “Eu me curvo a você, Yoga”]

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Saudade

Uma de minhas saudades

As vezes sinto falta da minha vida no passado. Não de um específico momento, mas de todos. Até os ruins, até os que não fizeram muita diferença, até os momentos entediantes. Fico pensando e tentando saber do que sinto falta, e não chego a nenhuma conclusão. Mas se eu pudesse descrever meu sentimento com uma palavra, seria SAUDADE.

Saudade de um lugar, saudade de uma pessoa, saudade de um tempo. Mas todas essas saudades dizem a mesma coisa: nós sentimos saudades de nós mesmos. Não é o lugar, mas o que você viveu naquele lugar. Não a pessoa, mas os momentos compartilhados, não o tempo, mas você mais novo.

Nós estamos constantemente mudando, e tudo que passa fica na memória como lembrança de nós mesmos. Você pode estar ao lado de uma pessoa, e ainda assim estar com saudade dela, na lembrança de um momento que já passou. O mesmo quando se sente saudade de um lugar, você pode arriscar voltar lá e ainda assim continuar com saudades. Se a saudade fosse apenas de lugares e pessoas seria fácil matá-la. Mas a saudade é eterna. É uma busca que nunca termina. Saudade do tempo que não volta.

Não estou falando que a saudade é um sentimento ruim. Depende de como você encara essa mudança de momentos. Eu mesma já me peguei várias vezes falando que estava com saudade de um tempo, mas que não queria vive-lo de novo, que ali na memória era agora o seu melhor lugar. Mas também já senti saudades de querer abandonar tudo para voltar em um certo momento. E tem vezes que simplesmente eu não sei distinguir essa saudade.

Hoje é uma dessas vezes. Sei que estou com saudade. Saudade de mim, da minha infância, da minha família naquele tempo, saudade do tempo de colégio, dos momentos com as amigas que não tenho mais contato, e até das que mantenho. Saudade da faculdade, saudades do meu irmão, do meu pai. Saudades das minhas tardes livres no sofá e até das ocupadas no trabalho. Saudade das férias. Saudades do Brasil.

Mas posso falar? Senti uma saudade muito grande da Austrália. Dos meus primeiros passos, de não saber qual era a próxima rua, como seria o próximo dia na escola ou no trabalho. Saudade da adrenalina de estar em um novo país, distante, falando outra língua. Saudade da novidade. Saudade de gostar de ficar sozinha. Saudades do contato frequente com o Brasil. Saudade da primeira casa, da segunda, da terceira. Saudade de quem já voltou.

Se é uma saudade boa ou ruim, não sei dizer. Mas sei que hoje um cheiro, uma música e uma sensação me fizeram voltar em todos esses lugares que mencionei. E sei que daqui algum tempo é do dia de hoje, e tudo que ele envolve, que vou sentir saudades. 

domingo, 1 de maio de 2011

Descomplicando



Todo mundo já cansou de ouvir pessoas dizendo o quanto a vida é complicada. Até nós mesmos vez ou outra. É normal do ser humano querer sempre além, e se sentir insatisfeito com aquilo que tem. Parece carma, mas quanto mais se reclama, mais a vida se complica.

Muito cômodo colocar a culpa na “vida” se a nossa vida é aquilo que fazemos dela. Não tem segredo, se ela está complicada é porque você está complicando. Depende de nós encarar um fato como complicado e certamente empurrar com a barriga será o primeiro passo para transformar a situação em um problema.

Cá para nós, é muito mais fácil reclamar do que ir a luta. Mas estamos reclamando para quem e esperando o que? Acredite, ninguém irá resolver todos os seus problemas. Já parou para pensar que ao mudar uma situação ruim, a primeira beneficiada, e talvez a única, será você?

Sofremos muito por antecipação e acabamos atraindo aquilo que não queremos.  Reclamamos da rotina, e da falta da rotina. Reclamamos de trabalhar de mais, e de trabalhar de menos. Reclamamos quando saímos muito, e quando ficamos em casa. Reclamamos por ter muitos afazeres e reclamamos do ócio. Reclamamos do muito, do pouco e até do mais ou menos.

Desse jeito fica realmente difícil encontrar a felicidade. Não é na balada de sábado que você vai encontrá-la, e nem em casa. Não é no trabalho, e nem na preguiça. Meio clichê, mas só se encontra a felicidade dentro da gente. Ela está sempre ali, e você tem contato com ela todos os dias desde que acorda. Seja na hora de comer uma coisa bem gostosa, ou em um gesto educado de um desconhecido na rua.

Sei que só isso não basta. Queremos mais. Queremos rir até chorar, queremos abraçar, beijar, gritar de alegria. Queremos todo mundo feliz ao mesmo tempo. Mas o primeiro passo para isso é começar rindo sozinha.

Resgate todo pequeno gesto que te deixou feliz e aumente a importância dele na sua vida. Use sua energia com o que te deixa bem. Esqueça o que te puxa pra baixo. Comece com pouco, e vá vivendo um dia de cada vez.  Mergulhe nos detalhes e na simplicidade da vida e você verá que a felicidade está nas pequenas coisas. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Segunda-feira

                            Almocinho de segunda-feira preparado por mim

É comum ouvir por ai que todo início tem um final. Que tudo que começa, termina. Para mim é o contrário: todo fim é um começo.

Tenho grande simpatia pelas segundas-feiras. Não só porque em alemão Mondag significa o Dia da Lua [que tanto admiro] mas por representar o começo. Nada mais gostoso que começar uma semana que nunca existiu. Posso até ter a impressão de uma semana repetida devido à rotina do dia-a-dia mas todos meus pensamentos e movimentos nunca foram vividos. Estou começando uma semana que ainda não existiu. Tudo que vem é novo. 

Segunda-feira, posso cruzar com um amigo que não vejo a séculos no horário do almoço e relembrar momentos esquecidos, ou então, conhecer alguém que se fará presente nos anos seguintes. Terça-feira, naquele mesmo sofá, depois de um dia cheio, posso encontrar um programa de televisão que me faca dar umas boas risadas ou ao menos, prender minha atenção por algum tempo. E por aí vai. Quarta feira, um novo prato no jantar, quinta-feira, um avanço na aula de Yoga. Chega então sexta-feira. Oba, o fim de semana. 

É apenas o começo do final de semana. O livro está em branco. O ideal seria encarar toda mudança como o início de um novo ciclo. Transformar as perdas em ganhos e as dificuldades em experiência. Esquecer o velho e abusar da novidade. Começar, recomeçar e começar de novo. 

Como diz Martha Medeiros: O que eu fui ontem e anteontem já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora, hoje é o meu dia, nenhum outro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Blogando

Falar de sentimento não é fácil. Falar, por si só, já requer uma certa organização e coragem. Sentir é natural, é involuntário. E quando as sensações se transformam em palavras podem se perder, podem se transformar, ou podem se iluminar. Mas passá-las da forma mais compatível é uma arte, ou um dom.

Se as palavras pudessem ser livres como os sentimentos talvez não seria tão difícil. O problema é o medo. Medo de falar e ser mal interpretado, ou pior, medo de falar e ser corretamente interpretado. Medo da transparência completa, por que é aí que nos descobrimos. É aí que nos enfrentamos.

Eu sempre gostei de escrever.  É a minha melhor forma de comunicação, quem me conhece sabe. Mas demorei a conseguir colocar no papel, ou melhor, no blog. Gastei um bom tempo tentando saber qual seria o formato dos meus textos, e pra quem eu ia escrever. Depois de tanto pensar e não chegar a nenhum lugar, resolvi simplesmente escrever. Escrever algo que nunca existiu. Algo fora de forma. Que não se enquadra no que já foi criado.

Cada pessoa é diferente, conseqüentemente seus atos serão.  O certo e o errado estão dentro de mim, e o que já existe me serve mais como inspiração e menos como estrutura. O meu segredo é a liberdade. Só o que é livre é novo, arrisca e se forma. Eu não gosto de paredes.