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sexta-feira, 20 de julho de 2012

West Coast - Australia


Para quem adora uma viagem de estrada, a costa australiana é a opção perfeita. O difícil é decidir qual delas: a leste ou oeste. Por conveniência, e por abrigar as maiores cidades do país, a costa leste é a mais popular. É o lugar ideal para quem, além do dia, também quer curtir a noite (leia-se party). Já a costa oeste é mais dia do que noite, mais animal do que gente, mais natureza do que cidade. Essa foi a vez da minha road trip pela West Coast. E bota road nisso.

Diferente da costa leste e o motorhome( para que nao leu, road trip) eu e uma amiga optamos por um pacote, com acomodação e comida inlclusa, que fazia o trajeto Perth to Exmouth em 7 dias. Éramos um grupo de 10 pessoas, que no final da viagem acabaram se apegando pela convivência, uns mais outros menos. Ótima oportunidade para quem esta viajando sozinho.

Pé na estrada. O caminho era longo, mas parada não faltava. A cada hora de viagem, uma praia, um pôr do sol, ou um animal selvagem cruzando a estrada eram motivo de descer.

De todas as fotos fico com as do deserto de Pinnacles, às de Sheel Beach - a praia onde as conchas eram areia - e as de Turquoise Bay - precisa falar a cor que era água?

De todas as aventuras, fico com o snorklening em Coral Bay, com a acelerada de quad biking nas dunas, e com a hiking pelas Stromatolites.

De todas as surpresas, fico com os incontáveis cangurus pela estrada, com os golfinhos famintos em Monkey Mia, e com o pôr-do-sol de tirar o folêgo em Shark Bay.

Além de toda a experiência de acordar as 5am para esperar o sol nascer, das noites estreladas nas fazendas, das conversas jogadas fora, dos jogos de baralho regados a vinho, do ar puro, e de toda a energia que a West Coast tem.

Agora posso falar que “vivi” The Beach na Thailandia, Eat Pray Love na Indonesia, Lord of the Rings na Nova Zelandia, mas [Thank God] nada de Wolf Creek em Western Australia.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O ritmo da Indonesia

Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções. [Martha Medeiros]



Confesso que demorei algum tempo para conseguir colocar a Indonesia no papel. Mas acho que sei porque. Quando viajamos para um lugar novo queremos desbravar, conhecer e achar aquilo que é novo e diferente da nossa rotina.  O que eu achei de diferente na Indonesia foi eu mesma e o meu ritmo de viagem, claro, influenciada pelo clima do país.

O pré-aeroporto já dizia um pouco.  Mala pronta em meia hora, ansiedade zero e nenhuma pressa no caminho para pegar o avião. A minha única expectativa era que Bali continuasse me proporcionando essa tranquilade. Uma viagem nada planejada que foi acontecendo da melhor forma. Curti o meu tempo e descobri o meu ritmo. Algo que só a Indonesia soube me mostrar.

Cheguei. Centro de Bali, Kuta, Legian e Seminiak. Uma feira hippie gigante, pessoas indo e vindo o tempo todo, balineses oferecendo até a alma e uma praia longe do que chamam de paraíso. Uma caminhada de duas horas pela areia preta e no final do dia a recompensa: um por do sol sem palavras com o maior sol já visto no cocktail bar Ku de Ta. Enquanto a noite caia, saímos do movimento e seguimos para Ubud, aquele vilarejo onde se passa a história do livro Comer, Rezar e Amar.



Éramos quatro meninas. O vilarejo, com sua arquitetura hindu, é habitado por nativos amigáveis e macaquinhos ladrões, mostrando a parte cultural de Bali, que por sinal me deixou bem animada pra um Yoga com vista para os campos de arroz. Tivemos até aquela conversa com o lendário guru do filme, o Ketut Lyiar. Cada uma curtia da forma que queria, uma na massagem, outra na piscina, uma no yoga, outra nas lojinhas. O ritmo era acordar cedo, aproveitar o dia e sentir o sono vindo logo depois do jantar. É, nada de festas. Afinal, era o ritmo que Ubud nos permitia ter. E eu estava adorando.



Depois de três dias, a tranquilidade mudou de cenário. Chegamos no paraíso dos surfistas, ou melhor, paraíso dos surfistas brasileiros: Uluwatu e Padang Padang. As ruas de terra ligam uma praia na outra, as vilas são simples e aconchegantes, e os receptivos balineses, que aprenderam a falar português devido à demanda, não perdiam a chance de dizer oi gatinha bonita toda vez que passávamos. Até arroz com feijão se come por lá, e que idéia boa teve esse brasileiro de abrir um PF Brasil em um casebre logo atrás da praia dos surfistas. Céu azul, sol quente e de duas uma: ou surfa ou relaxa.  Mais uma vez o ritmo do lugar me contagiou e eu arrumei dois balineses com a boa vontade (por poucos dólares) de ficar 5 horas naquele mar azul me ensinando a surfar. Resultado: caldos e mais caldos, queimadura de sol, dores muscular, barriga ralada, e a conclusão de que mesmo assim eu quero mais.



Quatro dias se passaram e o destino final: Gili Island, ou posso chamar de paraíso? Sim, de todos os lugares, foi o melhor, e mais bonito, e mais azul, e mais gostoso, e mais feliz!  Saímos do hinduísmo de Bali e fomos, em um speed boat, para uma ilha mulcumana na Indonésia, onde ficamos até o final da viagem. Gili Island nao tem onda para surfista, mas é o mar mais incrível que já vi. A ilha principal tem só uma rua, e é onde se acha peixes frescos, sorvete italiano, cineminha pé na areia, bangalôs de frente para ao mar, casa na árvore, e tudo aquilo que me fez trocar uma viagem de drinks e baladas, por uma viagem relaxante e de qualidade.




Agora eu entendo porque muita gente volta a Bali várias vezes. Eu vou fazer o mesmo. É o lugar perfeito para escolher o seu ritmo, seja ele qual for, recarregar as energias e sentir um enorme prazer em estar bem para ver e viver todo esse paraíso.


sábado, 6 de agosto de 2011

Valeu Thailandia


Cada vez que eu pensava na Thailandia me vinha uma imagem diferente. As conversas com os amigos que já tinham ido me confudiam ainda mais. Ora bagunça, ora paisagens deslumbrantes, ora cultura e os templos, ora festas e a full moon party.
Hoje posso falar que a minha Thailandia foi tudo isso. Metade Hangover part II metade A Praia. E diferente do que eu imaginava foi menos cultura, e mais vida. Menos pesquisa, e mais sensação. Menos glamour e mais Bahia. Foi o que os três vilarejos thailandeses me fizeram chamar de férias.
Valeu Koh Phangan, as festas a beira mar, os shows de pirofagia, as roupas coloridas. Valeu a psicina de frente para o mar, os dias ensolarados, os charmosos restaurantes. Valeu o baldinho de redbull, os mergulhos noturnos e a brilhante lua cheia que nos lembrava o motivo da festa.
Valeu Koh Tao, a pousada mais gostosa, a thai massagem diária, o luau nas areias brancas. Valeu o shake de fruta, as inúmeras águas de côco, a Chang, a Singha, a Tiger. Valeu até a viagem de oito horas mal dormidas no porão de um navio negreiro.
Valeu Koh Phiphi, os dias tranquilos, o azul e verde do mar, os passeios de barco. Valeu o mergulho, os peixes coloridos e os 50 metros de nadada até A Praia. Valeu a rota do tsunami, os macacos ladrões e o pôr-do-sol de tirar o folêgo.  Valeu até a tempestade de chuva, a câmera quase perdida e o muay thai fora do ringue.
Valeu Puket e o passeio de elefante. Valeu Bangkok e o show de ping pong. Valeu pelos incontáveis Pad Thais, pelos passeios de tuk tuk, pelas compras sem fim e pelo sucesso nas negociações. 
Valeu Thailandia, por tudo isso e mais um pouco daquilo que ficou guardado nas fotos, na lembrança e no coração de cinco brasileiras na primeira (de muitas) visitas a este país de “ginga baiana, aguas caribenhas e publico europeu”.




Kop khun kha Thailand.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Road Trip

Um dos melhores “destinos” de viagem, na minha opinião, chama-se road trip. Não importa para onde nem quando, inverno, verão, praia ou montanha. O divertido é o caminho percorrido e os destinos podem ser vários. O nome diz tudo, viagem de estrada.

Para brindar o início do ultimo verão na Austrália eu e quatro amigas alugamos um motorhome e fomos subir a costa leste, com a idéia de entregá-lo em Brisbane e voltar de avião. Lindo né? Sim. Se você esquecer que eram cinco mulheres que nunca tinham dirigido do lado “contrário” (principalmente um caminhão) e não entendiam nada de automóveis.



Começamos. Motorhome ligado, trânsito na saída de Sydney, “tendencias” para o lado esquerdo e a pergunta que não queria calar: "de quem foi mesmo a idéia de alugar um motorhome?" Até que alguns minutos se passaram e enfim pegamos a Pacific Highway. Relax, música alta e tudo virou festa.

Céu azul e dia quente, as primeiras paisagens correndo aos nossos olhos e então, o primeiro stop: Coffs Harbour ? Não! O acostamento. Paramos para consertar a caixa de gás que estava quebrada, e após inúmeras ligações inúteis para a central de ajuda da empresa (não sabemos os nomes das pecas em português, imagina em ingles?) fomos em uma fazenda pedir um help. Continuamos seguindo e chegamos nas belíssimas praias de Coffs Harbour. A primeira noite merecia descanso. No camping, muito bem estrutado, fizemos um jantar e apagamos.













Renovadas e com a animação a mil, continuamos na estrada rumo a Byron Bay. Por lá estacionamos a “coisa” e só voltávamos a noite para dormir. Que energia tem Byron Bay! Praias, bagunça, hippie nights, passeio ao farol, e claro, Chicky Monkeys. Foi, sem dúvidas, a cidade que mais nos divertimos.
















Tres dias depois, dirigimos mais 90 km e chegamos em Gold Coast. Um pit stop em Coolangata para almoçar e de lá, Surfers Paradise, especificamente para o pub Melbas com direito a free champagne e ostras. No dia seguinte como não deu praia, ficamos por conta de shopping all day. O problema é que dormimos com chuva. Literalmente. Chovia em toda a Gold Coast e chovia dentro do motorhome. Nem para dormir ele estava servindo mais. Foi a gota d`agua.




Atraves de contatos, conheci o Patrick na minha primeira visita à Austrália. O Patrick deve ter uns 40 anos, é médico, australiano e mora sozinho em Brisbane, em uma casa de três andares. Quando ele ficou sabendo do episódio “o motorhome” nos convidou para ficar na casa dele. Na hora certa. Devolvemos o trailer e aí sim conseguimos aproveitar Brisbane: fluffy night, “praia” de Southbank, churrasco brasileiro e muito conforto.






Para finalizar a viagem nós optamos pelo ônibus e depois de uma hora chegamos no último destino: Noosa Heads– Sunshine Coast. Dois dias maravilhosos, praia até 9 horas da noite, festas no backpacker, almoços de frente ao mar. E da melhor forma, despedimos do roteiro.





Se me chamarem para uma outra Road Trip, topo na hora. Mas da próxima vez, vou optar por um carro! Ou por um homem.